Matrimónio
(Maio 2009)
A morte chega-me do teu lado, rastejando
com os dedos inchados
muito nus
vinda da poesia redonda que te deu em tempos aquele ar de grávida orgulhosa.
Pousa viva na aresta quinada do meu sorriso teu
vomita-me emprestando todo o momento
e mantém permanente o mesmo assobio da outra boca que deixou algures.
Valor de propriedade 50€ a favor da Associação dos Amigos dos Animais de Chaves
terça-feira, 23 de março de 2010
segunda-feira, 22 de março de 2010
http://www.aespuma-dos-dias.blogspot.com/
Quero dizer-te algo hoje
nada de novo porque já saberás tudo
o que te interessa para viver
aprendeste a falar,
a andar,
a encolher no sangue a dor de um murro,
forçadamente a dividir
e com esforço a multiplicar o que conquistas.
É esse esforço que te devolve
o esforço do outro
quando tu precisas
por isso saberás também que é o esforço
que te trará o seu retorno.
Fá-lo como se com ele respirasses.
O teu fôlego será sempre a tua vida.
Valor da propriedade: 50€
a favor do Projecto Espuma dos Dias - apoio a gatos felvianos
Quero dizer-te algo hoje
nada de novo porque já saberás tudo
o que te interessa para viver
aprendeste a falar,
a andar,
a encolher no sangue a dor de um murro,
forçadamente a dividir
e com esforço a multiplicar o que conquistas.
É esse esforço que te devolve
o esforço do outro
quando tu precisas
por isso saberás também que é o esforço
que te trará o seu retorno.
Fá-lo como se com ele respirasses.
O teu fôlego será sempre a tua vida.
Valor da propriedade: 50€
a favor do Projecto Espuma dos Dias - apoio a gatos felvianos
Etiquetas:
felvs,
gatos,
projecto a espuma dos dias,
solidariedade

Banco: Banco Best - Porto N.º Conta: 9212 0124 0009
NIB: 0065 0921 0020 124 0009 31
IBAN: PT50 0065 0921 0020 1240 0093 1
SWIFT code /BIC: BESZPTPL
Hoje
num dia igual aos outros
apetece-me o sol mais do que tudo
o calor arreganhado da manhã
e pouca coisa mais sinto por desejar.
Chegarei ao final do dia
sentindo uma inutilidade transparente
tão grande em mim como a angústia
do pouco valor que as coisas têm.
E é por isso que hoje
num dia igual aos outros
me confundo
com a temperatura fundamental da banalidade.
Sem remorsos.
num dia igual aos outros
apetece-me o sol mais do que tudo
o calor arreganhado da manhã
e pouca coisa mais sinto por desejar.
Chegarei ao final do dia
sentindo uma inutilidade transparente
tão grande em mim como a angústia
do pouco valor que as coisas têm.
E é por isso que hoje
num dia igual aos outros
me confundo
com a temperatura fundamental da banalidade.
Sem remorsos.
Etiquetas:
associação animais de rua,
solidariedade
4º POEMA DE OFÍCIO

NIB: 0045 3240 4016 9820 33 110 Caixa de Crédito Agrícola - Balcão Águeda
E chorarás sem lágrimas o teu futuro
E serás rei e sangue do mar curvado
E saberás da vida o resto todo
o riso gago da morte e o do silêncio
sem ponto de partida
com medo de chegar ao mesmo sítio
Não sei se pararás alguma vez
para sarar a ferida já fechada
ou para livrar o corpo do peso morto
Mas terás, todos os dias do caminho,de arrancar mais do que o peito
pretérito morno do verbo envenenado
golfada de mar morto entre palavras.
VALOR DE PROPRIEDADE: 50€
A FAVOR DA ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DOS ANIMAIS DE ÁGUEDA...
E serás rei e sangue do mar curvado
E saberás da vida o resto todo
o riso gago da morte e o do silêncio
sem ponto de partida
com medo de chegar ao mesmo sítio
Não sei se pararás alguma vez
para sarar a ferida já fechada
ou para livrar o corpo do peso morto
Mas terás, todos os dias do caminho,de arrancar mais do que o peito
pretérito morno do verbo envenenado
golfada de mar morto entre palavras.
VALOR DE PROPRIEDADE: 50€
A FAVOR DA ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DOS ANIMAIS DE ÁGUEDA...
3º POEMA DE OFÍCIO
Podias ter falado no cansaço
sem abrires os braços para a morte
Apenas começar o choro pelo príncipio
e não deixar que no meu sangue
desaguassem apenas pombas feridas
Podias ter parado a tempode socorreres o grito angular da voz dorida
sem te atirares para o chão sem os joelhos
ou dares o peito aos gritos a chumbilho.Podias ter ouvido simplesmente
a respiração esmagada do meu sangue
contido até à morte da nossa morte.
VALOR DE propriedade 50€
A FAVOR DA ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DOS ANIMAIS DA MOITA
sem abrires os braços para a morte
Apenas começar o choro pelo príncipio
e não deixar que no meu sangue
desaguassem apenas pombas feridas
Podias ter parado a tempode socorreres o grito angular da voz dorida
sem te atirares para o chão sem os joelhos
ou dares o peito aos gritos a chumbilho.Podias ter ouvido simplesmente
a respiração esmagada do meu sangue
contido até à morte da nossa morte.
VALOR DE propriedade 50€
A FAVOR DA ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DOS ANIMAIS DA MOITA
Etiquetas:
associação dos amigos dos animais da moita,
moita,
solidariedade
2º POEMA DE OFÍCIO
Sabes-me às putas das bocas que já senti na minha
Uma agonia profunda a retalhos na memória
a obesidade dos dias onde o meu corpo encalha.
Beat-Bolero ou mais precisamente véspera de folhos.
É sempre assim que eu me lembro de mim
sem pássaros a rondar-me a morte
e sem flores cansadas. Sem flores cansadas de me velar.
Não te vás embora antes do poema lido
e dá-me a morte do que me fere
o teu riso do tamanho de tudo o que me falta
um corpo deitado ao meu lado
menos corpo do que o meu.
Conheço o teu riso
é coisa antiga-de-músculos-doridos
porta aberta de um quarto mal dormido pela manhã
que aos poucos irrompe pelo vazio do sangue
ou do pouco que há a dizer sobre todos os medos.
Gostarias que eu fosse agora uma noite por começar
mas não sou. Sou antes um outro corpo que doía
um riso morto a descascar na face.Ri-te agora como quiseres
dentro do sonho ou pela nudez afora
voando ou a morrer aos poucos
Mas deixa-me acordar com o silêncio.
VALOR DE PROPRIEDADE: 50€
A FAVOR DA ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DOS ANIMAIS DE SANTO TIRSO
Uma agonia profunda a retalhos na memória
a obesidade dos dias onde o meu corpo encalha.
Beat-Bolero ou mais precisamente véspera de folhos.
É sempre assim que eu me lembro de mim
sem pássaros a rondar-me a morte
e sem flores cansadas. Sem flores cansadas de me velar.
Não te vás embora antes do poema lido
e dá-me a morte do que me fere
o teu riso do tamanho de tudo o que me falta
um corpo deitado ao meu lado
menos corpo do que o meu.
Conheço o teu riso
é coisa antiga-de-músculos-doridos
porta aberta de um quarto mal dormido pela manhã
que aos poucos irrompe pelo vazio do sangue
ou do pouco que há a dizer sobre todos os medos.
Gostarias que eu fosse agora uma noite por começar
mas não sou. Sou antes um outro corpo que doía
um riso morto a descascar na face.Ri-te agora como quiseres
dentro do sonho ou pela nudez afora
voando ou a morrer aos poucos
Mas deixa-me acordar com o silêncio.
VALOR DE PROPRIEDADE: 50€
A FAVOR DA ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS DOS ANIMAIS DE SANTO TIRSO
Subscrever:
Mensagens (Atom)